quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Yamaha Majesty 400

Se alguém se der ao trabalho de ler, em fóruns e sites da especialidade, reviews acerca da Majesty 400, terá uma surpresa: utilizadores mais do que satisfeitos com o seu desempenho e as suas características.

A Yamaha Majesty 400 acelera bem, trava bem, é extremamente confortável, tem uma boa iluminação e um bom espaço de carga. O chassis, feito em aço e alumínio, foi concebido para garantir que a Majesty beneficia de um baixo centro de gravidade, o que lhe permite ter um excelente comportamento em cidade e em estradas mais sinuosas.

Além de tudo isto, a qualidade de construção da Majesty é inegavelmente boa, e isso, aliado à irrepreensível relação entre chassis e motor, leva a um desfecho feliz: uma notória ausência de vibrações. A Majesty 400 parece, de facto, oferecer o melhor de dois mundos. Na verdade sentem-se algumas vibrações, mas somente em "ponto morto", com a mota parada. São as únicas vibrações, o que é natural, e na realidade não pode ser considerado um ponto desfavorável.

A força faz-se sentir para gáudio de quem anda com um passageiro atrás, já que não nota grande diferença entre andar sozinho ou andar a dois. De resto, e como curiosidade, a Majesty traz de série um encosto para o passageiro.

O conforto nota-se no assento, na posição do guiador, na possibilidade de variar a posição das pernas, na suspensão sobretudo na traseira de molas duplas. Este conforto permite viagens longas com uma posição de condução agradável que não cansa o condutor.

O design da Majesty é agradável, a ergonomia igualmente. Tem espaços de arrumação sob o assento, com 60 litros disponíveis. Este, embora pareça um ponto forte, é curiosamente o único senão mencionado pela larga maioria de donos de maxi-scooters destas: o espaço de carga sob o assento tem uma forma algo estranha, estando repartido numa espécie de dois andares com um claro desnível entre eles. Isto não permite tirar o partido que seria possível tirar dos 60 litros se estes estivessem disponíveis num só compartimento totalmente nivelado.

De qualquer modo, dá para colocar dois capacetes, o que já não é nada mau. Para mais carga só mesmo comprando uma topcase da Yamaha, com 44 litros de capacidade, que com os acessórios de montagem deverá ficar abaixo de 200 euros.

Além disto tem dois espaços do tipo "porta-luvas", um mais pequeno que dá para colocar um par de óculos e outro maior, que dá para um pouco mais.

O painel de instrumentos é de fácil leitura, e relativamente completo. O único senão é que alguns reportam que, numa situação específica, o mesmo se torna de difícil leitura: quando o Sol incide directamente.

O motor da Majesty, com os seus 395 cc, twin cam (DOHC), foi concebido para ser económico, suave e fiável, sem ceder no que toca a potência e força. Isto parece um tanto impossível, mas acreditem ou não, a Yamaha conseguiu atingir os objectivos a que se propôs. O motor tem genica nas acelerações. Até aos 30 km/h a Majesty acelera bem, dos 30 aos 100 km/h acelera muito bem, e a partir daí tem uma aceleração mais moderada, mas razoável. A aceleração dos 0 aos 100 km/h faz-se em 9,9 segundos.

Isto, aliado a um sistema de travagem, de monodisco traseiro e duplo disco dianteiro, extremamente fiável e mais do que capaz para a mota em questão, faz com que a Yamaha Majesty 400 ofereça uma segurança acrescida nas situações mais apertadas. De realçar ainda que a Majesty 400 possui uma versão com ABS!

Quanto a consumos, muitos dizem que a Majesty 400 consome menos que a Burgman 400 da Suzuki, mas penso que ambas se devem equivaler bastante, sendo que o consumo médio deverá rondar os 4 litros aos 100 km. Esta marca poderá ser mais elevada, conforme as condições de condução, mas dificilmente irá acima dos 4,5 litros.

O preço da Majesty deverá rondar os 6.500 euros, mas isto é somente uma referência, sendo melhor contactar o concessionário para apurar preço final, sobretudo se o objectivo for comprar a versão equipada com ABS e/ou com topcase.

Deixo mais algumas fotos oficiais da Yamaha, seguidas das características técnicas desta fantástica maxi-scooter, que, tal como a Suzuki Burgman 400, de scooter nada tem.

Motor: Monocilíndrico, 4 tempos, refrigerado por líquido
Distribuição: Uma árvore de cames, 4 válvulas
Diâmetro x curso: 83 x 73 mm
Cilindrada: 395 cc
Alimentação: Injecção com sistema DOHC
Ignição: Electrónica
Caixa: Automática
Potência máxima: 34 cv / 7250 rpm
Binário máximo: 35,3 Nm / 6000 rpm
Quadro: Monoberço desdobrado em tubos de aço
Dimensões (C/L/A): 2230/780/1380 mm
Distância entre eixos: 1565 mm
Altura do assento: 750 mm
Suspenção dianteira: Forquilha telescópica
Diâmetro: 41 mm
Curso: 120 mm
Suspensão traseira: Dois amortecedores de acção directa
Curso: 104 mm
Pneu dianteiro: 120/80 - 14"
Pneu traseiro: 150/70 - 13"
Travão dianteiro: 2 discos Ø 267 mm, pinças de 2 êmbolos
Travão traseiro: Disco Ø 267 mm, pinça de 2 êmbolos
Depósito de combustível: 14 lts
Peso: 197 kg
Relação peso/potência: 5,79 kg/cv
Velocidade máxima: 168 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 9,9 seg.
Consumo médio: 4 lts / 100 km
Autonomia: Cerca de 300 km

1 comentários:

dedro disse...

Sobre este modelo posso falar pois foi um dos que já testei.
Apesar das fotos já serem do modelo para 2009, a informação creio ser do modelo actual... pois pelo que se vê nas fotos o modelo de 2009 não aparenta ter encosto para o passageiro.
As Majesty 400 que testei, duas das três, sofriam de arranques muito pastelentos. E várias pessoas que conheço, e que são donas delas, reconhecem que o arranque é muito demorado. Somente uma das que testei mostrou ter uma resposta normal e rápida.
Gostava de referir que os únicos pontos negativos que encontro neste modelo é a forma do assento, lardo onde não deveria de ser, e a forma da mala.
Os consumos, são mais elevados que os da Burgman400, mas não é nada por aí além... em condições iguais nunca deve passar dos 0,5L de diferença... mas é sempre uma diferença para o mesmo tipo de cilindrada.
Mais uma vez convido-o a passar uma vista de olhos no fórum www.maxiscootersportugal.com para conhecer o testemunho de proprietários deste tipo de veículos.