À primeira vista, a sensação que temos ao ver a Suzuki Burgman 650 é de incredulidade. Mas não é para menos porque, no fim de contas, esta proposta é uma majestosa maxi-scooter de grande turismo, luxuosa e confortável, que com os seus 2260 mm de comprimento e 1595 mm de distância entre eixos, apresenta-se musculada e imponente. Aliás, a fábrica de Hamamatsu tem tanta confiança na fiabilidade deste seu produto, que, na publicidade que lhe faz, apelida-a de "Stradivarius das scooters"... Sugestivo!
Se gosta do género, sugiro que aprecie bem esta máquina. Leve o tempo que desejar, porque é óbvio que apreciar uma mota destas leva o seu tempo. Depois sente-se no assento largo e sinta o conforto. Olhe agora para os comandos, mas não fique em pânico! São muitos os comandos sim, tantos que, à primeira vista nos deixam indecisos sobre se nos devemos atirar de cabeça, ou se será mais prudente ler o manual antes de lhes tocar. Mas é tudo uma questão de se habituar ao habitat, muito particular, da Burgman 650. Afinal estamos a falar de um mundo à parte. E dito isto, vamos então analisar esta pérola das maxi-scooters.

Conforto e equipamento
Comecemos pelo cockpit. No punho esquerdo, temos os seguintes controlos:
Tudo isto no punho esquerdo! Vamos agora ao direito:
Em termos de conforto, quer para o condutor, quer para o passageiro, a Burgman 650 dá cartas. Os apoios lombares conferem uma estabilidade acrescida, que é muito útil, sobretudo nos percursos mais longos. No caso do condutor, o apoio lombar é ajustável.
Por outro lado temos o pára-brisas, que pode ser regulado através de um botão no punho direito, e que oferece uma boa protecção aerodinâmica, fundamental em velocidades altas.
Além de três generosos compartimentos de carga, situados abaixo do guiador, num dos quais se situa a tomada de 12 volts, a Burgman tem o principal compartimento de carga sob o banco, que, com os seus 56 litros de capacidade, é suficiente para colocar dois capacetes full-face. Este compartimento possui uma luz de cortesia.
O painel de instrumentos é totalmente digital e, de modo claro e perceptível, oferece uma pletora de informação:
Por fim, convém esclarecer que, o que diferencia a versão Executive da versão normal, são alguns extras (de peso, bem entendido!), nomeadamente:

Motor e transmissão
O motor tem dois cilindros em linha, com 638 cm³ e sistema de injecção DOHC, e debita 55 cv às 7.000 rpm, o que permite à Burgman 650 obter uma relação peso/potência de 4,45 kg/cv.
Uma das propostas inovadoras desta máquina prende-se com o sistema electrónico que controla a caixa de velocidades. A Suzuki baptizou este sistema de SECVT (Suzuki Electrically-controlled Continuously Variable Transmission), ou seja, uma transmissão continuamente variável controlada electricamente. Ao contrário do habitual sistema centrífugo CVT, que usa uma correia de borracha, o SECVT ajusta a transmissão final variando o diâmetro da polia com um motor eléctrico.
O controlador electrónico do SECVT calcula a relação de caixa com base nos seguintes parâmetros:
Por outro lado tem outra vantagem, que eu pessoalmente considero fantástica. Tem três modos distintos, dois automáticos e um manual. Como funcionam? É simples! Ao ligar a ignição o modo por defeito é o standard, um modo automático que privilegia a economia de combustível, embora o faça à custa de acelerações mais suaves, mas perfeitamente aceitáveis.
No punho esquerdo existe o botão “Power”, que ao ser pressionado acciona o modo desportivo. Este modo é igualmente um modo automático, no qual as relações são engrenadas a rotações mais elevadas. Claro está que nestes regimes o consumo de combustível também sobe - isso é inevitável -, podendo chegar a 15 km/l, embora a média se situe nos 18 km/l, um valor manifestamente elevado. O modo “Power” é útil em ultrapassagens e em estilos de condução mais agressivos.
Por fim temos o modo manual, ou melhor... semi-automático, porque não existe embraiagem. Existem sim dois botões no punho esquerdo, onde se lê "up" e "down", botões esses que controlam o motor eléctrico que altera o diâmetro da polia. E estão disponíveis cinco relações de marcha predefinidas, mais uma overdrive. Como curiosidade fica a noção de que, neste modo, se parar a Burgman, não necessita de reduzir para primeira... isso é feito automaticamente pelo sistema electrónico.
Ciclística
A Burgman 650 atinge os 100 km/h muito rapidamente, na casa dos 6 segundos. Mas não é por acaso. A Burgman consegue esta marca porque tem um binário de 63 Nm a 5.000 rpm. A potência de 55 cv permite-lhe ainda manter, com facilidade, altas velocidades. Esta maxi-scooter roda facilmente a 120 km/h e atinge mais de 170 km/h, pese embora o facto de ter alguma instabilidade acima dos 150 km/h, devido ao arrasto aerodinâmico.
Os pneus são tubeless, 120/70 - 15" na roda da dianteira, e 160/60 - 14" na roda traseira. As jantes são de liga leve, com um amortecedor telescópico à frente e dois amortecedores de acção directa atrás.

Quanto ao sistema de travagem, a Burgman tem dois discos de 260 mm à frente, e um disco, de 250 mm, atrás. Ambos têm ABS, o que contribui para uma segurança acrescida, sobretudo em travagens de emergência, e em piso molhado. Além disto, a Burgman tem travão de mão, ou de estacionamento, que permite estacionar com mais segurança em pisos inclinados. A estrutura que sustenta todo o peso é um quadro tubular, em aço.
A parte frontal tem um design agressivo, sobressaindo os faróis, mas também as entradas de ar e o próprio pára-brisas, amplo e ajustável. Os faróis têm uma óptima capacidade de iluminação, pelo que as viagens nocturnas são igualmente um prazer.
Em termos de comportamento, onde tiramos verdadeiramente partido da Burgman 650 é em estrada. Na cidade ela não tem um comportamento tão ágil quanto isso, porque é longa e larga. Os retrovisores retrácteis ajudam quando se circula entre filas de trânsito mas, em cidade, o consumo sobe imenso, o que é verdadeiramente penalizador.
Conclusão
Uma maxi-scooter de excelência, com um comportamento exemplar, um conforto marcante, um motor fantástico, que não deixa ninguém indiferente. Mas claro está que não há bela sem senão, e o senão desta máquina é apenas o seu preço elevado, que anda na casa dos 9.600 euros. É uma questão de fazer poupanças... e comprar a mais venerada e mais aclamada maxi-scooter GT do mundo.
Fica o vídeo promocional, seguido de fotos adicionais onde se podem ver as várias cores, e finalmente, as características técnicas desta máquina fantástica.
Se gosta do género, sugiro que aprecie bem esta máquina. Leve o tempo que desejar, porque é óbvio que apreciar uma mota destas leva o seu tempo. Depois sente-se no assento largo e sinta o conforto. Olhe agora para os comandos, mas não fique em pânico! São muitos os comandos sim, tantos que, à primeira vista nos deixam indecisos sobre se nos devemos atirar de cabeça, ou se será mais prudente ler o manual antes de lhes tocar. Mas é tudo uma questão de se habituar ao habitat, muito particular, da Burgman 650. Afinal estamos a falar de um mundo à parte. E dito isto, vamos então analisar esta pérola das maxi-scooters.
Conforto e equipamento
Comecemos pelo cockpit. No punho esquerdo, temos os seguintes controlos:
- Luzes;
- Piscas;
- Espelhos retrovisores, que podem ser recolhidos electricamente;
- Selecção do modo de transmissão (normal automático, "power" ou manual);
- Botões para, manualmente, reduzir ou aumentar as relações de caixa;
- Buzina.
Tudo isto no punho esquerdo! Vamos agora ao direito:- Botão de ignição;
- Botão corta-corrente;
- Piscas de perigo;
- Controlo de subida/descida do pára-brisas.
Em termos de conforto, quer para o condutor, quer para o passageiro, a Burgman 650 dá cartas. Os apoios lombares conferem uma estabilidade acrescida, que é muito útil, sobretudo nos percursos mais longos. No caso do condutor, o apoio lombar é ajustável.
Por outro lado temos o pára-brisas, que pode ser regulado através de um botão no punho direito, e que oferece uma boa protecção aerodinâmica, fundamental em velocidades altas.
Além de três generosos compartimentos de carga, situados abaixo do guiador, num dos quais se situa a tomada de 12 volts, a Burgman tem o principal compartimento de carga sob o banco, que, com os seus 56 litros de capacidade, é suficiente para colocar dois capacetes full-face. Este compartimento possui uma luz de cortesia.
O painel de instrumentos é totalmente digital e, de modo claro e perceptível, oferece uma pletora de informação:- Conta-quilómetros;
- Conta-rotações;
- Odómetro:
- Consumo instantâneo;
- Nível de combustível;
- Temperatura;
- Relógio;
- Luzes de advertência;
- Indicadores da relação de caixa engrenada.
Por fim, convém esclarecer que, o que diferencia a versão Executive da versão normal, são alguns extras (de peso, bem entendido!), nomeadamente:- ABS;
- Pára-brisas controlado electricamente;
- Espelhos electricamente retrácteis;
- Encosto para o passageiro.

Motor e transmissão
O motor tem dois cilindros em linha, com 638 cm³ e sistema de injecção DOHC, e debita 55 cv às 7.000 rpm, o que permite à Burgman 650 obter uma relação peso/potência de 4,45 kg/cv.
Uma das propostas inovadoras desta máquina prende-se com o sistema electrónico que controla a caixa de velocidades. A Suzuki baptizou este sistema de SECVT (Suzuki Electrically-controlled Continuously Variable Transmission), ou seja, uma transmissão continuamente variável controlada electricamente. Ao contrário do habitual sistema centrífugo CVT, que usa uma correia de borracha, o SECVT ajusta a transmissão final variando o diâmetro da polia com um motor eléctrico.
O controlador electrónico do SECVT calcula a relação de caixa com base nos seguintes parâmetros:
- Rotações do motor;
- Velocidade da mota;
- Posição do acelerador.
Por outro lado tem outra vantagem, que eu pessoalmente considero fantástica. Tem três modos distintos, dois automáticos e um manual. Como funcionam? É simples! Ao ligar a ignição o modo por defeito é o standard, um modo automático que privilegia a economia de combustível, embora o faça à custa de acelerações mais suaves, mas perfeitamente aceitáveis.No punho esquerdo existe o botão “Power”, que ao ser pressionado acciona o modo desportivo. Este modo é igualmente um modo automático, no qual as relações são engrenadas a rotações mais elevadas. Claro está que nestes regimes o consumo de combustível também sobe - isso é inevitável -, podendo chegar a 15 km/l, embora a média se situe nos 18 km/l, um valor manifestamente elevado. O modo “Power” é útil em ultrapassagens e em estilos de condução mais agressivos.
Por fim temos o modo manual, ou melhor... semi-automático, porque não existe embraiagem. Existem sim dois botões no punho esquerdo, onde se lê "up" e "down", botões esses que controlam o motor eléctrico que altera o diâmetro da polia. E estão disponíveis cinco relações de marcha predefinidas, mais uma overdrive. Como curiosidade fica a noção de que, neste modo, se parar a Burgman, não necessita de reduzir para primeira... isso é feito automaticamente pelo sistema electrónico.
Ciclística
A Burgman 650 atinge os 100 km/h muito rapidamente, na casa dos 6 segundos. Mas não é por acaso. A Burgman consegue esta marca porque tem um binário de 63 Nm a 5.000 rpm. A potência de 55 cv permite-lhe ainda manter, com facilidade, altas velocidades. Esta maxi-scooter roda facilmente a 120 km/h e atinge mais de 170 km/h, pese embora o facto de ter alguma instabilidade acima dos 150 km/h, devido ao arrasto aerodinâmico.
Os pneus são tubeless, 120/70 - 15" na roda da dianteira, e 160/60 - 14" na roda traseira. As jantes são de liga leve, com um amortecedor telescópico à frente e dois amortecedores de acção directa atrás.
Quanto ao sistema de travagem, a Burgman tem dois discos de 260 mm à frente, e um disco, de 250 mm, atrás. Ambos têm ABS, o que contribui para uma segurança acrescida, sobretudo em travagens de emergência, e em piso molhado. Além disto, a Burgman tem travão de mão, ou de estacionamento, que permite estacionar com mais segurança em pisos inclinados. A estrutura que sustenta todo o peso é um quadro tubular, em aço.
A parte frontal tem um design agressivo, sobressaindo os faróis, mas também as entradas de ar e o próprio pára-brisas, amplo e ajustável. Os faróis têm uma óptima capacidade de iluminação, pelo que as viagens nocturnas são igualmente um prazer.
Em termos de comportamento, onde tiramos verdadeiramente partido da Burgman 650 é em estrada. Na cidade ela não tem um comportamento tão ágil quanto isso, porque é longa e larga. Os retrovisores retrácteis ajudam quando se circula entre filas de trânsito mas, em cidade, o consumo sobe imenso, o que é verdadeiramente penalizador.Conclusão
Uma maxi-scooter de excelência, com um comportamento exemplar, um conforto marcante, um motor fantástico, que não deixa ninguém indiferente. Mas claro está que não há bela sem senão, e o senão desta máquina é apenas o seu preço elevado, que anda na casa dos 9.600 euros. É uma questão de fazer poupanças... e comprar a mais venerada e mais aclamada maxi-scooter GT do mundo.
Fica o vídeo promocional, seguido de fotos adicionais onde se podem ver as várias cores, e finalmente, as características técnicas desta máquina fantástica.

Motor: Dois cilindros em linha, 4 tempos, refrigerado por líquido
Distribuição: Duas árvores de cames à cabeça, 4 válvulas por cilindro
Diâmetro x curso: 75,5 x 71,3 mm
Cilindrada: 638 cc
Alimentação: Injecção electrónica
Ignição: Electrónica digital
Caixa: Automática ou 5 velocidades
Potência máxima: 55 cv / 7000 rpm
Binário máximo: 63 Nm / 5000 rpm
Quadro: Duplo berço em tubos de aço
Dimensões (C/L/A): 2260/810/1435 mm
Distância entre eixos: 1595 mm
Altura do assento: 750 mm
Suspensão dianteira: Forquilha telescópica
Diâmetro: 41 mm
Curso: 105 mm
Suspensão traseira: Dois amortecedores de acção directa
Curso: 100 mm
Pneu dianteiro: 120/70 - 15"
Pneu traseiro: 160/60 - 14"
Travão dianteiro: Dois discos Ø 260 mm, pinças de 3 êmbolos, com ABS
Travão traseiro: Disco Ø 250 mm, pinça de 2 êmbolos, com ABS
Depósito de combustível: 15 lts
Peso: 245 kg
Relação peso/potência: 4,45 kg/cv
Velocidade máxima: 170 km/h reais (o conta-quilómetros vai até aos 190 km/h)
Aceleração 0-100 km/h: 6,3 seg.
Consumo médio: 5 lts / 100 km
Autonomia: Cerca de 260 km


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