quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Peugeot Satelis 400

A Satelis 400 veio trazer uma lufada de ar fresco a um segmento extremamente competitivo e exigente no meio das maxi-scooters. Uma mota que galhardamente é capaz de conjugar a capacidade de fazer turismo em percursos médios e longos, com os inevitáveis trajectos urbanos do dia-a-dia.

A Satelis está disponível em três cores, Black Perlato, Gray Luxus e Technium Gray, e é comercializada em três versões:
  • Premium, que é a versão base, embora com um nível de equipamento impressionante;
  • City, que traz uma corrente anti-furto Abus;
  • Executive, que além da corrente anti-furto Abus, traz sistema ABS/PBS nas duas rodas (isso mesmo, nas duas rodas!!!), que é um sistema combinado, com servofreio e anti-bloqueio.

O design é muito bom, tendo um misto harmonioso de linhas curvas e direitas, que permitem oferecer uma das mais bonitas traseiras em maxi-scooters. Vista a três quartos, na parte posterior, esta mota é de facto extremamente apelativa, exibindo os apoios aos quais os farois traseiros dão continuidade, num feliz e cativante exercício de design.

A parte anterior é igualmente agradável, com os seus grupos ópticos derivados do primo de quatro rodas, o Peugeot 407. Além disso, a Peugeot desenhou a Satelis tendo em conta a performance dinâmica obtida no túnel de vento, o que contribuiu para que este modelo tenha um dos menores coeficientes de penetração no ar (Cx de 0,402) entre os seus pares desta classe.

Para além da estética, foi igualmente levada em conta a qualidade dos plásticos utilizados, bem como dos acabamentos e dos demais pormenores, como sejam o encosto para o passageiro, os assentos em pele com uma capa para protecção da chuva, ou o painel de controlo extremamente completo e bonito, com os seus três mostradores esféricos, adornados com frisos cromados.

Quanto ao painel de controlo, o mostrador central tem um display digital multifunções, onde se pode ver:
  • Conta-quilómetros total e parcial;
  • Temperatura ambiente;
  • Temperatura do líquido de refrigeração;
  • Relógio;
  • Nível de combustível, com luz para indicar que se encontra na reserva;
  • Pressão do óleo;
  • Indicador de posição do descanso lateral;
  • Indicador de imobilizador;
  • Indicador de injecção electrónica.

O mostrador do lado esquerdo exibe o velocímetro e o do lado direito o conta-rotações, ambos contendo luzes indicadoras de direcção e de mala aberta.

Os espelhos retrovisores são asféricos, o tampão de combustível é protegido por uma porta bloqueável, e o descanso lateral perdeu o recolhimento por mola, e mostra-se agora mais estável e seguro, graças à sua activação por via da ignição. Ignição essa, que acciona igualmente o imobilizador e permite ainda abrir o compartimento sob o assento sem que para isso seja necessário desligar o motor. E por falar em ignição, falta ainda dizer que a chave é colocada lateralmente, e não em frente do condutor, para lhe dar maior protecção em caso e colisão, já que numa situação dessas os joelhos ficam mais expostos a traumatismos, e havendo objectos contundentes, como sejam as chaves, as coisas tornam-se sempre mais perigosas.

A Satelis tem ainda uma tomada de 12 volts, luz no compartimento sob o assento, e outros compartimentos, mais pequenos, mas muito úteis. O compartimento principal, sob o assento, pode acomodar dois capacetes "full-face compact", ou então um capacete aberto e um jet, com viseira. O acesso é feito directamente pela chave de ignição ou por controlo remoto, este último vendido como opcional.

Como pontos menos bons temos a ausência de travão de estacionamento, um claro handicap, e também a consola central, que, de certa forma se pode revelar menos prática.

O sistema de travagem é fantástico e muito seguro, o conforto notável. A protecção aerodinâmica é eficaz e a posição de condução é boa, pese embora o facto de que uma boa posição se atinge com condutores de pelo menos 1,70 m de altura.

O motor é fiável e permite um consumo médio de 4,5 litros aos 100 km. O binário que debita é forte e não tem problemas em mostrar-se, aliás, isso vê-se na aceleração dos 0 aos 100 km/h, feita em cerca de 8 segundos. A velocidade máxima ronda os 150 km/h, não é das melhores, mas é mais que suficiente.

Quanto ao preço, anda na casa dos 5.900 euros. Um trunfo a ter em conta.

Ficam, mais algumas fotos, seguidas das características técnicas:

Motor: Monocilíndrico, 4 tempos, refrigerado por líquido
Distribuição: Uma árvore de cames, 4 válvulas
Diâmetro x curso: 85,8 x 69 mm
Cilindrada: 398 cc
Alimentação: Injecção electrónica
Ignição: Electrónica
Caixa: Automática
Potência máxima: 32,6 cv / 7250 rpm
Binário máximo: 38,1 Nm / 5250 rpm
Quadro: Berço duplo em tubos de aço
Dimensões (C/L/A): 2152/765/1425 mm
Distância entre eixos: 1500 mm
Altura do assento: 784 mm
Suspenção dianteira: Forquilha telescópica hidráulica
Diâmetro: 40 mm
Curso: n.d.
Suspensão traseira: Dois amortecedores de acção directa
Curso: n.d.
Pneu dianteiro: 120/70 - 14" tubeless
Pneu traseiro: 150/70 - 14" tubeless
Travão dianteiro: 2 discos Ø 260 mm
Travão traseiro: Disco Ø 240 mm
Depósito de combustível: 14 lts
Peso: 213 kg
Relação peso/potência: 6,53 kg/cv
Velocidade máxima: 155 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 7,8 seg.
Consumo médio: Cerca de 4 lts/100 km
Autonomia: Cerca de 300 km, embora com tendência para ficar abaixo desta marca

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