sexta-feira, 27 de Julho de 2007

Doraemon

Doraemon é um gato robot que viajou para trás no tempo, desde o Século XXII. Foi enviado por Sewashi para ajudar um rapazinho chamado Nobita Nobi. O Doraemon originalmente tinha orelhas, mas elas foram comidas por um rato, no Século XXII. Como resultado, apesar de ser um gato robot, ele desenvolveu um mórbido medo de ratos. Também tem tendência para entrar em pânico aquando de alguma emergência, pânico esse caracterizado pelo facto de ele puxar de uma ferramenta de bolso, apenas para produzir uma série de díspares aplicações domésticas.

De todos os personagens da série, o Doraemon é o único que teve alterações físicas ao longo do tempo. Ao princípio ele era predominantemente azul, com uma cauda azul, uma barriga branca e mãos e pés da cor da pele. Ele também se dobrava, e tinha o corpo muito mais largo que a cabeça. Em séries posteriores ele já tem um corpo mais pequeno, mãos e pés brancos, e uma cauda vermelha.

Na série de televisão, é revelado que a cor original do Doraemon era amarelo, mas depois de ser mordido nas orelhas pelo rato robot, ele entrou em depressão, e, refugiando-se no cimo de uma torre, bebeu uma poção com uma etiqueta que tinha umas letras que diziam “tristeza”. Isso fez com que ele chorasse durante muito tempo, e a tinta amarela foi saindo. Além disso, também a voz se alterou devido à poção. Mais tarde ele foi consolado pela sua irmã Dorami.

O Doraemon pesa 129,3 kg e tem 129,3 cm de altura. Ele consegue igualmente correr a 129,3 km/h quando assustado, e salta 129,3 m quando ameaçado. Foi fabricado em 3 de Setembro de 2112, na Fábrica de Robots Matsushiba.

A comida preferida do Doraemon é o dorayaki, uma comida japonesa feita com uma pasta de feijão encarnado, utilizada amiúde para levar o Doraemon a fazer coisas que de outro modo ele não faria. Algumas especulações referem o facto de dorayaki ser a palavra que deu origem ao nome “Doraemon”. Contudo, num dos comics, foi revelado que o seu nome tem origem numa expressão japonesa que quer dizer “gato vadio”; a expressão é “dora neko”, sendo o sufixo “-emon” relativamente comum nos nomes tradicionais japoneses.


A série

A série “Doraemon” é uma série de japonesa de comics, criada por Fujiko F. Fujio (um pseudónimo de Hiroshi Fujimoto), que mais tarde veio a dar lugar a uma série de desenhos animados, e a um franchise asiático. Esta série teve início em Dezembro de 1969, quando foi publicada simultaneamente em seis revistas diferentes. No total foram criadas 1.344 histórias na série original, publicadas por Shogakukan sob a marca de comics Tentōmushi; estas histórias estendem-se por 45 volumes. Os volumes originais estão coligidos na Biblioteca Central Takaoka, em Toyama, Japão, onde Fujio nasceu.

A série Doraemon foi galardoada com o primeiro prémio Osamu Tezuka, para a cultura, em 1997.


quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Aslan

Aslan, o leão, é o personagem central das Crónicas de Nárnia, uma série de sete contos para crianças, escrita por C. S. Lewis. Ele é o leão de "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", e o seu papel em Nárnia desenvolve-se nos livros subsequentes. Ele é igualmente o único personagem a aparecer em todos os livros da série.

Aslan significa “leão” em turco. C. S. Lewis teve a ideia aquando de uma visita que fez ao então Império Otomano (agora Turquia), durante a qual ficou impressionado com a guarda de elite do Sultão; os guardas, eram chamados de Aslan devido à sua bravura e lealdade.

Aslan é um leão que fala, Rei dos Animais, filho do Imperador de Além Mar; uma autoridade mágica e compassiva; um guia misterioso, amado pelas crianças humanas que com ele interagem; guardião e salvador de Nárnia, e finalmente revelado como sendo o seu criador e destruidor.

Muito se especulou sobre as semelhanças que existem na personagem de Aslan, e a história de Jesus Cristo. Essas semelhanças culminam no seu sacrifício, visto como uma reminiscência da morte e ressurreição de Cristo.

De acordo com o autor, Aslan não representa uma visão alegórica de Cristo, mas antes uma diferente e hipotética encarnação de Cristo: “Se o Aslan representasse uma divindade imaterial, ele seria uma figura alegórica. Na realidade ele é uma invenção que dá uma resposta imaginária ao que aconteceria se de facto existisse uma Nárnia, e se Cristo escolhesse encarnar lá, morrer e ressuscitar, como fez no nosso mundo". Isto não é de facto uma alegoria, relaciona-se antes com o conceito de “criação secundária” de J.R.R. Tolkien, exposto em 1947 no seu ensaio sobre “Histórias de Fadas”, e reflecte as discussões tidas entre Lewis e Tolkien na tertúlia literária “Inklings group”.

Ao longo da série, é dito amiúde que Aslan não é um leão dócil, visto que, apesar da sua natureza gentil e meiga, ele é poderoso e pode ser perigoso. Ele tem inúmeros seguidores, onde se incluem centauros, faunos, dríades, anões, sátiros, ninfas, hamadríades, sereias, unicórnios e pegasus. C. S. Lewis capitaliza frequentemente a palavra “Leão”, para dar nota da reverência que os restantes personagens sentem por Aslan.

Em 2005 Andrew Adamson produziu e realizou o filme “The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe”.

Bagheera

Bagheera em hindi significa leopardo. Na verdade a Bagheera é uma pantera negra do “Livro da Selva” de Rudyard Kipling. Em várias adaptações ela é retratada como sendo fêmea, contudo, a adaptação da Disney retrata-a como sendo macho.

Originalmente nasceu em cativeiro, nos domínios do Rajah de Oodeypore, Índia. A Bagheera começa a pugnar pela liberdade depois da morte da sua mãe. Assim que atinge o estado adulto, ela consegue quebrar o ferrolho da sua jaula e foge para a selva, onde, através da sua inteligência e ferocidade, ganha o respeito de todos os restantes habitantes, excepto de Shere Khan, o tigre. Mais tarde, Bagheera revela tudo isto a Mowgli. Ninguém, à excepção de Mowgli alguma vez teve conhecimento que um dia a Bagheera usou uma coleira com uma corrente.

Quando o Pai Lobo e Raksha (da matilha Seeonee) adoptam Mowgli, a matilha exige ser compensada pela cria humana; é então que Bagheera compra a vida de Mowgli com um touro acabado de matar, e ajuda a criá-lo como um membro da matilha. Porque a sua vida foi comprada em troca de um touro, Mowgli está proibido de comer gado (por coincidência, o consumo de gado é também vedado aos habitantes hindus da região).

A Bagheera partilha de muitas das aventuras de Mowgli à medida que ele cresce. Mas chega uma altura em que a cria humana se torna homem, e, por isso deverá regressar à civilização. É então que Bagheera liberta o Mowgli da sua dívida à matilha de lobos, matando outro touro.

Na adaptação da Disney o Bagheera é retratado como inteligente, sério e responsável, muito semelhante à Bagheera do livro de Kipling. Contudo, no livro, a Bagheera mima mais o Mowgli. No filme é Bagheera, e não os lobos, quem descobre Mowgli num barco naufragado, e é Bagheera que o leva de volta à vila. Durante o filme, Bagheera frequentemente discute com o urso Baloo, porque Bagheera sabe que enquanto Shere Khan estiver na selva, a selva não será segura para Mowgli, apesar de todas as tentativas de Baloo para proteger a criança. Bagheera é igualmente o narrador da história do filme.