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segunda-feira, 21 de Maio de 2007

O oxigénio do aquário

O que significa O2?

O2 define a molécula do oxigénio. Esta molécula é composta por dois átomos de oxigénio, daí a designação O2. Este gás não tem cor, nem odor, nem sabor.

Porque é que o oxigénio é tão importante?

No aquário, como na natureza, o oxigénio tem um papel de grande relevo. É indispensável à vida de todos os seres vivos. De resto nem só os peixes necessitam de oxigénio. Também as plantas necessitam dele. Elas produzem-no durante o dia, através da fotossíntese, e consomem-no durante a noite. Também os microorganismos, como as bactérias, necessitam dele.

Perante isto, se os níveis de oxigénio no aquário forem demasiado baixos, os peixes podem morrer, o ciclo do nitrogénio pode ficar comprometido, ficando igualmente comprometido o frágil equilíbrio da química da água. Se a química da água ficar instável, todo o ecossistema falhará.

O que fazer para evitar este eventual desastre?

Tenho um amigo que tem um aquário com um volume de 220 litros. Uma noite ele detectou que uma série de peixes se encontravam à superfície, com dificuldades para respirar. Ele telefonou-me aflito, e disse-me que estava com receio que os peixes morressem sufocados. Perguntou-me se eu saberia o que fazer... aquilo que eu fiz foi pegar numa bomba de ar que tinha e ir até à casa dele. Coloquei uma pedra difusora a cerca de 2/3 da superfície da água, e liguei a bomba. Além disso fiz uma mudança parcial de água (mudei 30 litros). Depois deixei os peixes a descansar. No dia seguinte o meu amigo telefonou-me. Estava todo satisfeito porque nenhum peixe morreu, pelo contrário, estavam todos espertos e vivazes. Eu aconselhei-o a comprar um temporizador de modo a que a bomba de ar começasse a funcionar à noite, assim que as luzes se apagassem. Ele fez isso, e desde então nunca mais teve problemas.

Qual é o papel da bomba de ar?

A mudança de água foi uma medida de emergência. A difusão de ar é uma medida a longo prazo, para manter estáveis os níveis de oxigénio.

Na natureza, a água tende a ser rica em dióxido de carbono se estiver estagnada à superfície. Se a água se mover à superfície, esse movimento aumenta as trocas gasosas que ocorrem à superfície, libertando CO2 da água e permitindo à mesma absorver O2 da atmosfera. Não são as bolhas que injectam oxigénio na água (embora também ajudem), é sobretudo a turbulência que criam à superfície que permite a absorção de oxigénio da atmosfera.

Não há necessidade de ter uma bomba de ar se, por exemplo, tiver um filtro que crie turbulência à superfície. O problema do meu amigo era que o seu filtro era tão suave que não criava qualquer turbulência à superfície. Por isso só havia uma coisa a fazer: bolhas!

Se quiser usar uma bomba de ar com uma pedra difusora, tenha em mente o seguinte:

Antes de mais, não coloque a pedra difusora demasiadamente perto do fundo do aquário. Não a coloque a menos de 1/3 do fundo, porque as bolhas poderiam levantar detritos do areão, poluindo assim a água.

Se tiver um aquário de água doce, ligue a bomba apenas à noite (quando as luzes se desligarem). Durante o dia, as plantas absorvem dióxido de carbono e libertam oxigénio. O movimento à superfície da água tem duas consequências: primeiro a absorção do oxigénio da atmosfera; segundo a libertação de dióxido de carbono para a atmosfera. Se libertarmos CO2 para a atmosfera durante o dia, as plantas poderão ter dificuldade em obtê-lo para a fotossíntese. Em contrapartida, à noite, as plantas absorvem oxigénio e libertam dióxido de carbono. À noite todos os organismos do aquário consomem oxigénio e libertam dióxido de carbono. Por isso é a melhor altura para libertarmos algum dióxido de carbono para a atmosfera, e aumentarmos os níveis de oxigénio na água.

Como medir o oxigénio?

A maior parte dos testes medem a concentração de oxigénio em mg/l ou ppm. Alguns aquariofilos consideram que uma concentração de 5 ppm é adequada aos peixes tropicais. Eu penso que uma concentração entre 5 ppm e 8 ppm é perfeitamente adequada.

Um conselho: o nível de oxigénio nunca deve estar abaixo de 2 ppm.

Como alterar a concentração de oxigénio na água do aquário?

Se quiser reduzir a quantidade de oxigénio (esta hipótese será muito rara), pode fazê-lo das seguintes formas:
  • Remova ou ajuste tudo o que movimentar a superfície da água (a superfície da água tem de ficar estática);
  • Caso tenha poucos peixes para o tamanho do aquário, adicione mais alguns;
  • Tente remover algumas algas, já que estas contribuem para o aumento do oxigénio.
Se quiser aumentar a quantidade de oxigénio, pode fazê-lo das seguintes formas:
  • Adicione uma bomba de ar com uma pedra difusora, e ligue-a quando as luzes do aquário se apagarem;
  • Verifique se tem demasiados peixes no aquário. Se tem, o melhor a fazer é remover alguns para um novo aquário;
  • Se tiver um aquário de água doce poderá aumentar o número de plantas;
  • Verifique se o seu filtro está limpo e a funcionar correctamente.
Monitorize sempre, e de perto, e nunca deixe o nível de oxigénio cair abaixo dos 2 ppm.


sexta-feira, 18 de Maio de 2007

O GH do aquário

O que significa o GH?

O GH significa a General Hardness (ou a dureza total) e diz respeito à concentração de iões de magnésio e de cálcio. Existem outros iões que podem contribuir para a dureza da água mas são geralmente insignificantes e difíceis de medir. Quando dizemos que uma determinada água é “macia” ou “dura”, estamos a falar sobre o GH, não sobre o KH. Ao contrário do KH, o GH não afecta directamente o pH embora a água “dura” seja geralmente alcalina devido a alguma interacção entre o GH e o KH.

Para lhe mostrar o quadro completo, vou falar sobre o KH por alguns instantes (ver também o artigo “O KH do aquário”).

O KH refere-se à alcalinidade da água, ou se preferir, à capacidade de buffering da água. O KH é frequentemente reconhecido como um tipo de dureza. Isto porque o KH deriva principalmente dos iões do carbonato e do bicarbonato. Esta forma de dureza é chamada também “dureza do carbonato” ou “dureza temporária” porque pode ser precipitado e removido fervendo a água. Esta é a razão pela qual se forma calcário nas chaleiras e nos chuveiros.

Mas, há também um outro tipo de dureza, que não é removida pela fervura. Este tipo de dureza não afecta o buffering, mas pode afectar os valores de pH. É a chamada “dureza permanente”.

A dureza total (GH) é a soma do KH e da dureza permanente. E isto leva-nos a um segundo aspecto. Já alguma vez reparou que os valores do GH e do KH são frequentemente muito próximos? Provavelmente já terá reparado, e este fenómeno acontece porque os carbonatos geralmente são predominantes (os carbonatos estão relacionados com o KH), e a dureza permanente é geralmente pequena. Isto significa que o GH normalmente é condicionado pelo KH, uma vez que a dureza permanente, na maior parte dos casos, é muito baixa.

Em resumo, quando falamos de KH, falamos de iões de carbonato e de bicarbonato, e quando falamos de GH, falamos de iões de magnésio e de cálcio. O facto de, na maior parte dos casos, ambos estarem tão próximos um do outro explica-se porque normalmente a maior parte da dureza é dada sob a forma de carbonatos de cálcio e de magnésio.

Em geral, a água dura tem uma boa capacidade de buffering, ao passo que a água macia tem uma capacidade menor de buffering.

Contudo, por causa das variações na composição da água, devemos estar cientes que é possível ter uma água dura com uma baixa capacidade de buffering (água onde a dureza permanente predomina), ou então ter uma água macia que tem uma boa capacidade de buffering (água com níveis elevados de carbonato de sódio ou de carbonato de potássio, em vez de carbonato de cálcio ou de magnésio).

Eles podem interagir, mas são diferentes. Se quiser saber mais sobre este assunto, podemos dizer que, embora diferentes, por vezes o GH e o KH podem ser afectados da mesma forma e ao mesmo tempo. Vamos tomar como exemplo o carbonato de cálcio (CaCO3). Pode encontrar-se carbonato de cálcio na pedra calcária, e muitas vezes a água passa por aquíferos de pedra calcária. Quando isto acontece, o carbonato de cálcio dissolve-se na água, aumentando quer o GH, quer o KH. O aumento no GH irá dever-se ao cálcio (CA), e o aumento no KH irá dever-se ao carbonato (CO3).

Portanto, embora diferentes, algumas substâncias, quando adicionadas à água, podem afectar ambos os indicadores. Se quiser alterar o GH certifique-se que não afecta KH e vice-versa. Recorde que o KH, ou a alcalinidade, determina a capacidade de buffering, ou a capacidade de manter estável o pH, evitando quedas repentinas. Se mudar o GH e acidentalmente alterar o KH, a estabilidade do pH pode estar seriamente comprometida.

Por que é que o GH é importante?

Um GH incorrecto pode perturbar a transferência dos nutrientes e das excreções através das membranas das células, afectando assim a fertilidade e o funcionamento dos órgãos internos. Embora a maioria dos peixes e plantas de água doce tenham a capacidade de se adaptarem ao GH, se este alcançar níveis fora dos limites para a espécie no aquário, a capacidade reprodutiva pode diminuir consideravelmente.

Naturalmente que, se as mudanças do GH forem repentinas e/ou consideráveis, ou o valor do GH estiver absolutamente fora dos limites para as espécies, os organismos vivos como peixes, plantas ou os invertebrados, poderão não resistir e morrer.

Como medir o GH?

A maioria dos testes à venda no mercado medem o GH em graus de dureza alemães (dGH). Tal como acontece com o KH, 1 dGH = 17,86 ppm (partes por milhão). Se quiser converter dGH em ppm basta multiplicar por 17,86. Se quiser converter ppm em dGH basta dividir por 17,86.

Após ter lido os resultados de teste, a seguinte tabela dar-lhe-á uma ideia da dureza da água:



Como mudar o GH da água do aquário?

Se quiser baixar o valor do GH, tem diversas formas de o fazer:
  • Adicionar o turfa ao filtro;
  • Produtos à venda nas lojas da especialidade (que removem os iões de cálcio e de magnésio substituindo-os por iões de sódio). Note que muitos aquariófilos consideram este método inaceitável, já que muitos peixes que preferem água macia, também não se dão bem com o sódio;
  • Misturar água da torneira com água de osmose inversa.
Se quiser elevar o GH, pode fazer o seguinte:
  • Adicionar pedra calcária ao aquário (isto aumentará também o KH que por sua vez aumentará o pH);
  • Adicionar carbonato de cálcio, que elevará quer o GH quer o KH.
Deverá monitorizar sempre de muito perto todo o processo de alteração do GH, sobretudo se o estiver a tentar diminuir. Certifique-se que não diminui a alcalinidade, ou pode perder a capacidade de buffering, e consequentemente, o pH tornar-se-á muito instável.



O KH do aquário

Qual é o significado do KH?

O KH é conhecido como sendo a “dureza de carbonatos” ou como a “capacidade de buffering”, embora não tenha nada a ver com dureza da água. Se quiser determinar se uma amostra de água é “dura” ou “macia” deve medir o GH, e não o KH.

O KH mede a capacidade de buffering, que é a capacidade de absorver e neutralizar o ácido adicionado, sem que isso implique alterações significativas no pH.

Quanto mais elevado o KH, maior a capacidade de manter o pH estável.

A maior parte da capacidade de buffering da água do aquário é devida aos carbonatos e bicarbonatos. O KH refere-se somente aos carbonatos e aos bicarbonatos, e assim se explica por que razão é o KH conhecido como a “dureza de carbonatos”.

Mas como funciona a capacidade de buffering?

Imagine o KH como um reservatório. Quanto maior o KH, maior o reservatório. Este reservatório é usado armazenar ácido, removendo-o da água. Veja o seguinte exemplo:

Suponhamos que temos dois frascos com o mesmo volume da água. A água no primeiro frasco tem um pH de 5, e a água no segundo frasco tem um pH de 7. Que acontecerá ao pH da água, que misturarmos a água destes dois frascos?

Alguns diriam que o valor do pH seria 6, porque 6 é a média entre 5 e 7, mas isso é falacioso. A resposta correcta seria: depende… depende do KH!

Suponhamos que o KH, da água no segundo frasco, era muito elevado. Isto significa que o pH da água desse frasco (que era 7) tenderia a ser estável. Mas quando misturássemos as águas de ambos os frascos, o que poderia acontecer era que a capacidade de buffering da água do segundo frasco neutralizaria muito do ácido que vinha na água do primeiro frasco. O pH final podia, por exemplo, ser 6.7 ou 6.8 em vez de 6, devido à capacidade de buffering.

Contudo este “reservatório” tem uma capacidade limitada. Uma vez atingida, a capacidade de buffering, o pH perde a estabilidade, e se adicionarmos mais água acídica, o pH da mistura final pode então cair drasticamente.

Quer isto dizer que a água no meu aquário deve ter um KH muito elevado para evitar uma queda repentina do pH?

Não necessariamente. Há prós e contras, e é não podemos pensar no KH em termos de quanto maior melhor. Naturalmente que é bom se pudermos manter um pH estável. Até porque o ciclo do nitrogénio produz nitrato, que é a mesma coisa que ácido nítrico. O nome diz tudo. O Nitrato é ácido, e, naturalmente pode contribuir para uma queda do pH ao longo do tempo.

Em aquários de água doce, o mesmo acontece com o processo respiratório das plantas, porque as plantas, à noite removem oxigénio da água, e libertam dióxido de carbono. O dióxido de carbono contribui também para a redução do pH.

Se o KH for baixo, a estabilidade do pH pode estar comprometida, e as flutuações podem colocar sérios problemas à saúde dos peixes (ver artigo “O pH do aquário”). Por outro lado, se o KH for muito elevado, pode ser difícil abaixar o pH em caso de necessidade.

Tente não usar a água destilada directamente no aquário. Em teoria, a água destilada não tem nenhum KH, o que significa que não tem capacidade de buffering. Isso quer dizer que mesmo um pouco de ácido podia então gerar uma queda repentina do pH. Será preferível misturar a água destilada com água da torneira, a fim aumentar seu KH a um valor mais desejável, e então, usá-lo com segurança em seu tanque (utilize testes de medição do KH, à venda nas lojas especializadas).

Como se mede o KH?

Geralmente os resultados dos testes ao KH estão em graus de dureza alemães (dKH), ou em partes por milhão (ppm). Se quiser converter dKH em ppm basta multiplicar por 17,86 (1 dKH = 17.86 ppm). Se quiser converter ppm em dKH deverá dividir por 17,86.

Entretanto, há algo que deve ter presente antes de ir mais além: os testes de KH medem a alcalinidade! Não confundir a palavra “alcalinidade” com “alcalino”. A alcalinidade diz respeito à capacidade de buffering, enquanto alcalino diz respeito a uma solução base, não ácida.

Como acabei de referir, o KH testa o grau de alcalinidade da água, ou seja, mede a capacidade de buffering. O problema é que essa alcalinidade é determinada, não só por carbonatos e por bicarbonatos, mas também por muitas outras substâncias dissolvidas na água da torneira. Esta é a razão pela qual muitos aquariófilos consideram que o uso do KH é um enorme erro (o KH não mede essas outras substâncias).

Então temos aqui dois conceitos diferentes:
  • “KH”, que se refere somente aos carbonatos e aos bicarbonatos;
  • “Alcalinidade”, que se refere não apenas aos carbonatos e aos bicarbonatos, mas também a muitas outras substâncias.
Para torna as coisas ainda mais confusas, os aquariófilos utilizam o termo “KH” quando se referem à alcalinidade. Por conseguinte tenha presente que estes dois conceitos são diferentes e têm definições diferentes, e não devem ser confundidos.

Mas se acha que a confusão já vai longa, então reequacione, porque ainda há mais…

Na realidade, os testes que existem no mercado ao KH, não testam o KH mas sim a alcalinidade (por isso é que os aquariófilos utilizam o termo “KH” quando se referem à alcalinidade)…

Toda esta enorme confusão pode levar a sérios problemas. Veja-se a seguinte situação:

Suponhamos que pretende encontrar a quantidade de CO2, a partir da super-famosa tabela do pH/KH/CO2:



O KH, na tabela acima, respeita somente aos carbonatos e aos bicarbonatos. Entretanto se usar os testes medir o KH, o que vai obter não é o KH mas sim a alcalinidade (vai medir mais do que apenas carbonatos e bicarbonatos)… Claro está que, se utilizar o resultado do teste na tabela acima, o valor de CO2 que encontrará não corresponderá à realidade, e será preferível medir o CO2 utilizando um teste próprio para o efeito.

Como alterar o KH?

Se quiser abaixar o valor do KH, tem diversas diversas formas de o fazer:
  • Injectar dióxido de carbono (CO2) na água;
  • Utilizar água tratada por osmose inversa (pode misturar água da torneira com água tratada por osmose inversa para conseguir o KH desejado);
  • Adicionar produtos disponíveis nas lojas especializadas, para diminuir a capacidade de buffering.
Se você quiser elevar o valor do KH, pode fazer o seguinte:
  • Adicionar bicarbonato de sódio. Uma colher de chá de bicarbonato de sódio para 50 litros de água poderá elevar o KH em aproximadamente 4º dH, sem causar grandes transtornos ao pH;
  • Arejar a água, para causar turbulência à superfície, e fazer com que o CO2 seja expelido para a atmosfera;
  • Adicionar produtos disponíveis nas lojas especializadas, para aumentar a capacidade de buffering.
Não se esqueça de monitorizar sempre, e muito de perto, as alterações que ocorrem na água aquando de um processo de alteração do KH, especialmente se o estiver a tentar reduzir. Se perder a capacidade de buffering, o pH tornar-se-á muito instável, e poderá ocorrer uma quebra súbita.



quinta-feira, 17 de Maio de 2007

O pH do aquário

O que é o pH?

Todos sabemos que o pH define o quão acidica ou alcalina é uma substância, mas o que é intrinsecamente o pH?


O pH é uma medida, logarítmica, da concentração de iões de hidrogénio. Se gostar de história, posso referir que a definição de pH foi feita em 1909 por um bioquímico dinamarquês chamado Søren Peter Lauritz Sørensen.


Eu acabei de referir que o pH assenta numa escala logarítmica. Vamos então ver, antes de mais, a equação que define o pH:

pH = -log(H+)

Nesta equação o logaritmo é de base 10, e H+ é a concentração de iões de hidrogénio (em moles por litro).

Embora o Sørensen fosse dinamarquês, alguns dizem que no início do Século XX, os alemães tinham os melhores químicos, e que por isso a letra “p” significa a palavra alemã “potenz”, que quer dizer força/potência. Outros dizem que os melhores químicos eram os franceses, e que por isso o “p” quer dizer “pouvoir”… enfim, uma coisa é certa: pH é a abreviatura da expressão “força do hidrogénio”, ou “potência do hidrogénio”

Para quem não conhece muito de química, será que essa história do hidrogénio é muito complicada?

Nem por isso! No fundo a água consiste basicamente em duas moléculas de hidrogénio (H2) combinadas com uma molécula de oxigénio (O). É por isso que definimos quimicamente a água como sendo H2O.

Aquilo que muitos de nós não sabem é o que acontece com a água pura.

As moléculas da água pura dissociam-se em:
  • 10^-7 de iões de hidrogénio (H+);
  • 10^-7 de iões de hidróxido (OH-).
E existe uma relação estreita entre estes dois, porque quanto mais H+, menos OH-, e vice-versa.

Podemos dizer que H+ x OH- = 10^-14. E podemos dizer isto porque matematicamente 10^-7 x 10^-7 = 10^-14.

O resultado desta equação, 10^-14, nunca se altera, é estático. Por isso, se alterarmos o H+, o OH- tem forçosamente de ser alterado para manter a integridade da equação.

Mas então, o que têm os iões de hidrogénio a ver com o pH?

Recordemos a equação que define o pH:

pH = -log(H+)

Agora, a partir desta equação vamos calcular o pH da água pura.

Sabemos que o H+ da água pura é 10^-7, então:

pH = -log(10^-7)
pH = 7

O resultado é 7! Acabámos de provar matematicamente a razão pela qual o pH da água pura é neutro!

Agora suponhamos que a concentração de H+ é superior à de OH-. Nesse caso a água é ácida (tem pH inferior a 7). Vamos novamente utilizar a equação para demonstrar isso mesmo.

Se a concentração de H+, em vez de ser de 10^-7 for agora de 10^-6 (note-se que 10^-6 é maior que 10^-7…), então temos:
  • pH = -log(10^-6)
  • pH = 6
Está provado!

Não cometa o erro comum de pensar que 10^-7 é maior que 10^-6, porque é exactamente o oposto:
  • 10^-6 = 0,000001;
  • 10^-7 = 0,0000001.
Recapitulando temos então que:
  • Se H+ for igual a OH-, então o pH é neutro;
  • Se H+ for maior que OH-, então o pH é inferior a 7 (água ácida);
  • Se H+ for menor que OH-, então o pH é superior a 7 (água alcalina).
Só por curiosidade, pode ver a progressão da concentração dos iões de hidrogénio na seguinte tabela:



E porque é que o pH é definido por uma equação logarítmica?

Essa é uma das questões mais importantes sobre o pH. Nunca se esqueça disto, porque se compreender este pequeno detalhe, perceberá porque é que os seus peixes, por vezes, ficam stressados com as alterações bruscas do pH.

O pH tem uma progressão logarítmica de base 10. Quer isto dizer que cada valor de pH, uma unidade acima do valor anterior é 10 vezes maior em concentração. Por exemplo:
  • Um pH de 6 é 10 vezes mais ácido que um pH de 7;
  • Um pH de 5 é 10 vezes mais ácido que um pH de 6;
  • Um pH de 4 é 10 vezes mais ácido que um pH de 5, e por aí fora.
Daqui facilmente vemos que:
  • Um pH de 5 é 100 vezes mais ácido que um pH de 7;
  • Um pH de 4 é 1000 vezes mais ácido que um pH de 7, e por aí fora.
Ou seja… uma simples variação no pH tem um efeito notório na progressão logarítmica. Veja graficamente:



Agora imagine que o seu aquário tem um pH de 7. Os peixinhos estão todos contentes da vida e muito saudáveis. De repente o pH desce para 6. Isto significa que, de repente, á agua ficou 10 vezes mais ácida… oops… temos aqui grande um problema. Os peixes vão sofrer um terrível choque que para alguns pode mesmo ser letal.

Os sintomas variam, desde problemas respiratórios, a feridas na pele, lesões nas guelras e/ou olhos, e outras consequências desastrosas que podem causar a morte.

Qual é então o pH correcto para os peixes?

Depende. Geralmente, para o aquário de água doce, o pH deverá situar-se entre os 6,5 e os 8. Dentro destes limites, conseguirá criar a maior parte dos peixes tropicais de água doce. Isto falando em termos de tanque comunitário. Claro está que cada espécie tem o seu pH ideal, por exemplo, os tetras da bacia do Rio Amazonas, no habitat natural estão adaptados a valore de pH mais baixos (por vezes de 5 ou 5,5). Por outro lado, os ciclídeos africanos, no habitat natural, estão adaptados a valores mais elevados (por vezes 9). Ou seja, caso tenha um aquário de biótopo, deverá saber qual o pH ideal para a espécie em questão.

Se tiver um aquário de água salgada, o pH deverá ser mantido entre os 8 e os 8,5.

Como alterar o pH da água do aquário?

Se quiser reduzir o pH, tem várias formas:
  • Utilizar turfa para filtrar a água;
  • Adicionar pedaços de madeira ao setup do aquário (específicos para o efeito);
  • Injectar dióxido de carbono na água;
  • Usar buffer ácido comercial (existem nas lojas especializadas em aquariofilia);
  • Mudas de água utilizando água “macia” (ver artigo "O KH do aquário"), ou água tratada por osmose inversa.
Se quiser elevar o valor do pH, pode utilizar um dos seguintes métodos:
  • “Arejar” a água, com uma bomba de ar, para que o Dióxido de Carbono (CO2) se liberte;
  • Filtrar a água utilizando pedra calcária ou coral;
  • Adicionar pedras calcárias ao setup do aquário, ou utilizar um substrato com areia de coral;
  • Utilizar um buffer alcalino comercial (à venda nas lojas especializadas em aquariofilia).
Tenha cuidado ao proceder a alterações no pH. Nunca opere mudanças bruscas. As alterações devem ser graduais de modo a que o organismo dos peixes tenha tempo para se adaptar. Por exemplo, se tiver um pH de 7,5 e quiser alterar para 6,8, tente não o fazer em menos de uma semana. Pode por exemplo ir adicionando todos os dias uma pequena quantidade de água “macia”, e se levar mais de uma semana, não tem problema. É preferível demorar mais tempo do que operar um choque no aquário que, no espaço de poucas horas, venha a causar a morte aos peixes.


quarta-feira, 16 de Maio de 2007

BTT - Dicionário Português-Inglês


É fundamental conhecer alguns termos utilizados para designar partes da bicicleta. Mas mais do que isso, é necessário conhecê-los não só em português mas também em inglês, uma vez que muito do material disponível (sites, manuais, giria utilizada correntemente), é em inglês.
Por isso desenvolvi um pequeno dicionário visual, onde se podem ver os termos em português e o seu equivalente em inglês.

A BICICLETA / THE BIKE








BTT - Modalidades


Em termos desportivos existem basicamente três modalidades: cross-country, downhill e cyclocross. Para além disso, por vezes encontramos termos que, embora não designem modalidades desportivas referem-se a determinados contextos ou locais de condução. Por exemplo, é muito comum utilizar a expressão "urban assault" para designar o ciclismo em cidade, e hoje, cada vez mais se ouve falar em "cicloturismo", que designa precisamente isso: conhecer novos locais chegando até eles de bicicleta.

CROSS-COUNTRY
É possivelmente a modalidade mais conhecida e praticada, porque se adapta a qualquer terreno e também porque é muito completa. De resto é a sua característica fundamental é precisamente a conjugação de multiplas condições de condução numa só prova. É por isso que as provas têm um pouco de tudo. Conduz-se em terra batida, sobre cascalho, lama, terreno arenoso, em estrada (asfaltada com alcatrão ou com blocos de pedra), sobe-se, desce-se e muitas vezes até se atravessam ribeiros de água. Em Portugal pratica-se cada vez mais, até porque temos excelentes condições para realizar provas deste género.


DOWNHILL
É uma modalidade muito conhecida pela sua espectacularidade. Contudo a sua prática não é generalizada pela componente técnica de que se reveste. Consiste em descer uma rampa, e o corredor mais rápido a fazer a descida ganha. Dito assim parece simples e, por ser a descer, parece não envolver muito esforço, contudo, como se calcula as descidas são feita a grande velocidade, o que lhe confere um risco elevado. Por outro lado, uma descida pode ter diferentes graus de inclinaçã, alguns proibitivos para a maioria dos ciclistas. Muitas são as vezes em que as duas rodas deixam de tocar o solo. Nesta modalidade, é imperativo usar equipamento de segurança acrescida, como sejam as protecções dos membros e o capacete que cobre toda a cabeça e queixo, tal como os capacetes dos motards.

CYCLOCROSS
O Cyclocross é uma modalidade que se distingue pela existência de obstáculos em prova que têm necessariamente de ser ultrapassados. Muitas vezes os obstáculos não são passíveis de ser sobrepostos em condução, pelo que, nessas circuntâncias, o ciclista tem de desmontar e levar a bicicleta às costas para passar sobre certos obstáculos. A modalidade é normalmente praticada fora de estrada, e não está tão difundida quanto o Cross-country ou o Downhill.



Equipamento BTT - Bomba de Ar




Bomba de ar TOPEAK MOUNTAIN MORPH

Tal como as ferramentas, pode dar muito jeito, porque sem ar a bicicleta é um peso morto. É também útil levar um jogo de reparação de furos nos pneus, de qualquer modo, muitas vezes o pneu perde pequenas quantidades de ar e não tem qualquer furo. Daí a necessidade de levar uma bomba de ar na mochila. Sinceramente, aconselho a Topeak, porque é considerada das melhores do mundo e faz jus à fama.

Fabricante: Topeak
Modelo: Mountain Morph
Ano: 2003
Características: The best pump for the trail. Fill fat tires super fast. Fold-out foot pad and hose turn this into a trailside floor pump.
  • Folding foot support and flexible hose easily convert frame pump into a trail-side floor pump
  • Aluminum barrel for long pump life
  • Inflates up to 160psi
  • Padded T-handle provides a comfortable hand position while inflating
  • Quickly converts between Presta & Schrader valves
  • Equipped with adjustable quick release clamp for multi-position frame mount
Size(LxWxH): 12.7” x 2.3” x 1.22”
Weight: 250 grams, Clip Wt: 25 grams



Equipamento BTT - Ferramentas Gerais




Multi-ferramentas VICTORINOX SWISS TOOL 3.0323.L com estojo em pele

Esta consegue safar quase todos os percalços que se colocarem no caminho. Uma ferramenta excelente!

Fabricante: Victorinox
Modelo: Swiss Tool 3.0323.L
Ano: 2005
Características:
Peso: 280 grams
Comprimento: 115 mm
Largura: 34 mm
Espessura: 15 mm
  • Alicate
  • Lâmina normal
  • Lâmina serrilhada
  • Chave de fendas de 2mm
  • Chave de fendas de 3mm
  • Chave de fendas de 5mm
  • Chave de fendas de 7,5mm
  • Chave Phillips 1+2
  • Corta-cabos (para cabo delgado e suave até 40HRc)
  • Corta-cabos rijos
  • Ferra-cabos
  • Torneador de cabos eléctricos
  • Descarnador de cabos eléctricos
  • Raspador de cabos eléctricos
  • Abre-garrafas
  • Abre-latas
  • Alavanca para abrir caixas e latas
  • Lima para metal
  • Serra para metal
  • Serra para madeira
  • Punção
  • Cinzel
  • Régua de 230mm
  • Régua de 9 polegadas
  • Orifício para pendurar a ferramenta
  • Mecanismo de trancagem de ferramentas


Equipamento BTT - Ferramentas Especializadas




Ferramentas de bolso SIGMA SPORT PT 16

É sempre bom andar com um conjunto de ferramentas de bolso, porque nunca se sabe que precalços podem ocorrer quando se anda longe de uma oficina. Eu escolhi as Sigma-Sport PT 16, porque são muito compactas, resistentes e completas (têm inclusivamente duas chaves para desmontar/montar pneus, chaves essas que nem todos os conjuntos possuem). Não obstante, aconselho a que veja outras propostas, porque neste campo há muitas escolhas possíveis.

Fabricante: Sigma-Sport
Modelo: PT 16
Ano: 2005
Características:
  • High range of functionality
  • Precise tool fitting
  • Comfortable, fitted ergonomics
  • Optimum weight and size

The Tools:
  • 2 tire levers
  • Spoke tensioner
  • Chain Tool
  • Chain rivet tool
  • Flat head screw driver
  • Philips screw driver
  • 7 hex keys 2 - 2,5 - 3 - 4 - 5 - 6 - 8 mm
  • 3 box wrenches 8 - 10 – 15 mm
  • Tool body is produced of shock-resistant and fiber-glass-reinforced nylon



Equipamento BTT - Mochila




Mochila CAMELBAK M.U.L.E. BLACK

É uma das melhores mochilas no mercado para quem anda de bicicleta. Tem quse 5 litros de espaço para objectos, e além disso tem ainda um reservatório de água de 3 litros. Desta forma, bem pode dizer adeus à sede, e esquecer o fantasma da desidratação.

Fabricante:
Camelbak
Modelo: M.U.L.E. Black
Ano: 2005
Características: The most popular mountain biking system on the market, the M.U.L.E. ® offers the perfect combination of organized and overflow cargo options, plus enough hydration for over 3 hours on the trail.
Features & Specifications:
  • Air Director™ back panel with Air
  • Mesh harness enhances ventilation
  • Secure cargo pocket includes internal organizer
  • Secure Bungee Cinch System™ holds extra clothing
  • Includes Slider sternum strap and removable waistbelt
  • Strap management secures loose webbing
  • Capacity: 100 oz / 3 litres
  • Dimensions: 17 in x 8 in x 5 in (432 mm x 203 mm x 127 mm)
  • Cargo: 439 cu in (7.20 L)
  • Weight: filled 8.10 lbs (3.67 kg) empty 1.50 lbs (.68 kg)

Equipamento BTT - Pulsómetro




Pulsómetro POLAR F11

O Polar F11 tem excelentes capacidades no que respeita a fitness, controlando não somente o ritmo cardiaco, como também o consumo de calorias. Além disso dá-lhe a possibilidade de programar um conjunto de exercícios, adequados aos seu caso, quelheirão permitir manter, melhorar ou maximizar a sua condição física. É um excelente instrumento para fazer exercício com total segurança, uma vez que lhe permite estar sempre e em qualquer circunstância no controlo do seu ritmo, sem correr o risco de cometer excessos que lhe possam vir a ser prejudiciais.

Fabricante: Polar
Modelo: F11
Ano: 2005
Documentação e características: Manual de instruções do F11



Equipamento BTT - Luvas




Luvas SHIMANO MTB BLACK

Aviso desde já que não tenho o hábito de usar luvas no verão, porque acho que o calor torna impraticável o seu uso. Contudo, no Outono/Inverno, quando as temperaturas são muito baixas é conveniente usar. Estas Shimano são confortáveis e ajustam bem à mão. São muito aderentes, e, embora sejam abertas nos dedos, mantêm a mão quente, mesmo quando a temperatura do ar está muito baixa. Para quen faz Downhill, é melhor usar luvas fechadas nos dedos para maior protecção. Como eu não me incluo nesse grupo, prefiro abertas, porque assim consigo ter maior sensibilidade no manuseamento dos manipulos dos travões.

Fabricante: Shimano
Modelo: MTB Black
Ano: 2003
Tamanho: M
Características:
  • Amara: 50%
  • Lycra/Nylon: 15%
  • Cilicon fabric: 15%
  • Neoprene: 10%
  • Terry: 5%
  • Others: 5%
Manutenção:
  • Hand wash with fresh water;
  • Use no bleach;
  • Do not machine wash/dry;
  • Do not iron.


Equipamento BTT - Luz Traseira




Luz traseira CATEYE TL-LD1000

À semelhança do que acontece com a luz dianteira, também é verdade que quando conduz à noite, ou naqueles dias mais escuros de inverno, uma boa luz traseira é fundamental. Neste caso é mesmo vital, porque pode fazer a diferença entre a segurança e o acidente, sobretudo se conduz em estradas onde circulam veículos motorizados. A Cateye TL-LD1000, é uma excelente lanterna para qualquer ocasião. Ao contrário do que acontece com outras lanternas traseiras, é estanque à àgua, não deixando ficar mal o ciclista mesmo em tempo chuvoso. Em termos de lanternas traseiras, não pode ser considerada muito barata, mas é das poucas que tem 10 leds a cobrirem quase 360º. Já para não falar do facto de ser ela a primeira lanterna traseira da Cateye a integrar a tecnologia Opticube, melhorando assim o brilho dos leds. Graças a estes trunfos, é das únicas, senão mesmo a única, que consegue ser vista também em dias claros, de Sol. Aconselho qualquer um a considerar este modelo.

Fabricante: Cateye
Modelo: TL-LD1000
Ano: 2005
Documentação: Manual de instruções da TL-LD1000
Características: Setting new standards in safety, the TL-LD1000 is the latest and brightest tail light from CatEye. It is highly water resistant, has 4 different modes, and offers side visibility. With 10 super bright LEDs and CatEye Opticube lens technology, the TL-LD1000 is the only tail light bright enough to be seen in the day.

The ultimate rear led for riders who value their visibility above all else.
Not content with producing the brightest front led on the market, Cateye complement the EL500 with the LD-1000. Cateye’s patented opticube technology is used for the first time in a rear light, combined with 10 ultrabright red leds for unparalleled brightness. With 2 leds on each side, the LD-1000 also offers unrivalled sideways visibility. Each row of leds is independently controlled by a side mounted switch and features 4 different modes, for a total of 16 different combinations.
  • LED/Watt (bulb): Red x 10
  • Battery: 2 x AA (LR-06/AA)
  • Mode: 4 modes
  • Battery Life (approx): 100hrs (flashing) / 50hrs (constant)
  • Mount Size (mm/approx): ø24.5~30.2mm / ø28.8~32.5mm
  • Water resistant
  • Weight (w/ batteries): 100g

Equipamento BTT - Luz Dianteira




Luz dianteira CATEYE HL-EL500

Quando conduz à noite, ou até mesmo naqueles dias mais escuros de inverno, uma boa luz dianteira é fundamental. A Cateye HL-EL500, é uma excelente lanterna para os percursos ditos menos técnicos. A sua relação qualidade/preço é muito boa, embora quem pretenda fazer percursos técnicos tenha mesmo de se preparar para desembolsar muito mais. No meu caso ela é suficiente, uma vez que não faço percursos técnicos muito frequentemente e muito menos durante a noite. Em 2005 esta lanterna era topo da gama das lanternas, de pilhas normais, da Cateye, e é perfeitamente incrivel o que esta empresa conseguiu fazer com um só led, graças ao seu Opticube.

Fabricante: Cateye
Modelo: HL-EL500
Ano: 2005
Documentação: n/d
Características: CatEye's latest LED light sets new standards in brightness. At over 1000 candelpower, it is more than twice as bright as the nearest competitor with the same LED bulb. This is made possible with CatEye's exclusive Opticube lens technology.

The Power Opticube offers 30 hours of headlight-quality run time on 4 AA batteries. It features an innovative magnetic switch and is highly water resistant. Side visibility and tool-free bracket make this simply the best and brightest LED light available.
  • LED/Watt (bulb): LED x 1 (white)
  • Battery: AA x 4 (LR-06)
  • Run Time (approx): 30hr. (constant)
  • Bracket: ø22~26mm
  • Waterproof to 100 Feet
  • Weight: 4.3 oz / 122g
  • Size: 4" x 2.3"

Equipamento BTT - Ciclo-computador




Ciclo-computador SIGMA SPORT BC 1600 com sistema RDS sem fios

Para saber sempre às quantas anda...

Fabricante:
Sigma-Sport

Modelo:
BC 1600 + RDS

Ano: 2005
Documentação: Manual de instruções do BC 1600; Manual de instruções do RDS
Características d
o BC 1600:
  • Current speed
  • Clock
  • Stopwatch
  • Trip distance
  • 2 wheel sizes programmable
  • Total distance for bicycle 1+2
  • Summation of odometer for wheel 1+2
  • Trip riding time
  • Riding time
  • Maximum speed
  • Average speed
  • Permanent comparison of actual and average speed
  • Settable trip segment
  • Cadence (optional accessory part)
  • Specify language choice: D, GB, F, E, I, NL, S
Características do RDS:
  • Newly enhanced data transmission system with 100% data security
  • Exceptional Design
  • Simple O-ring fixation instead of using zip ties
  • New radius fits on old and new handlebar generation
  • Tool-free battery change
  • Auto start/stop system

terça-feira, 15 de Maio de 2007

Equipamento BTT - Capacete




Capacete BELL ALCHERA


Uma das regras básicas hoje em dia: nunca ande de bicicleta sem capacete. Experimente o capacete antes de comprar para ver se se sente confortável e leia muito bem as instruções que o acompanham para que consiga chegar ao ajuste perfeito. Escolha sempre um capacete certificado que cumpra as normas em vigor (no ano 2005 a norma CE EN1078 é a que vigora).

Tenha sempre em atenção que um capacete, quando leva uma pancada forte, ainda que não aparente ter danos, nunca mais deverá ser utilizado. Podem existir danos estruturais internos, que passam despercebidos, mas que, ainda assim, poderão ser fatais em caso de embate com a cabeça. Isto é válido também sempre que um capacete cai ao chão. Não arrisque, a sua vida e o seu bem-estar valem muito mais do que o preço de um capacete.

Eu escolhi o Alchera da Bell, porque gostei de o sentir. Experimentei outros modelos, mas este ajustava muito bem e é muit confortável. Claro que aqui também se aplica o mote "cada cabeça sua sentença", e por conseguinte deverá sempre experimentar vários modelos e só depois tomar a decisão final.

Fabricante: Bell
Modelo: Alchera
Ano: 2005
Tamanho: S/M
Cores: Azul e branco
Peso: 260g
Tecnologias:
- Fusão In-Mold Microshell
- Sistema de ajuste GPS (Geared Positioning System)
- Reforço interno
- Ventilação direccionada por canais
- Ajustes das correias com sistema Cam-Lock
Certificação: CE EN1078
Documentação: Manual de instruções da Bell

GT AVALANCHE 1.0 de 2005


"IT ROCKS: Because its proven technology has trickled down to an affordable price. GT has nearly perfected its Triple Triangle hardtail after years of tweaking which means better performance at a better price. At the heart of the 1.0 is a 6061 butted-aluminum frame with a pressure-formed downtube, a zero-stack headset, disc brakes and 27-gears - an impressive setup for anyone who's ready to start playing in the dirt. What's more, the beefy if not heavy frame isn't going to fail anytime soon. The parts pick is no-nonsense, meaning we weren't left wanting more, especially in the case of the Avid disc stoppers and adjustable speed-dial levers, a feature that allows riders to easily adjust power and modulation on the fly."
Mountain Bike Magazine, Abril 2005


ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Retiradas do site da GT e só disponíveis em inglês

Color: Matte Black
Size: M
Frame: GT Triple Triangle design 6061 aluminum with pressure formed downtube, zero stack headtube, Disc compatible with removeable der. Hanger
Fork: Rock Shock Judy C
Crankset: TruVativ 5-D Powerspline
Bottom Bracket: Power Spline Cartridge Sealed
Pedals: ATB Resin body, Steel cage, toe clip compatible
Chain: Shimano CN-HG73
Front Derailleur: Shimano Deore LX
Rear Derailleur: Shimano Deore LX
Shifters: Shimano Deore 9-speed integrated
Rear Cogs: SRAM Nine speed index cassette, 12-32
Rims: Alloy double wall ATB with CNC brake surface
Tires: Tioga Factory Extreme Front and Factory XC rear 26 x 1.95
Front Hub: Shimano Disc
Rear Hub: Shimano Disc 9 speed
Spokes: Stainless steel, 14 gauge
Nipples: Brass CP
Front Brake: Avid cable actuated disc brake
Rear Brake: Avid cable actuated disc brake
Brake Levers: Avid Speed Dial
Handlebar: Alum. 20 mm Rise, 6 degree bend, anatomically sized
Stem: GT Design, Tig welded threadless, 10-degree rise with 4-bolt face plate
Grips: GT ATB
Headset: Zero Stack system for 1 1/8"
Saddle: WTB Speed V
Seat Post: Alloy Micro adjust
Seat Clamp: GT Forged Alum QR
Geometries:
Head Tube Angle: 71.00
Seat Tube Angle: 73.50
Top Tube Length: 553.60
BB Height: 298.00
Stand Over: 735.00
Chainstay Length: 420.00
















Fortaleza Digital





Título: Fortaleza Digital

Autor: Dan Brown
Ano: 1998
Editora: Bertrand Editora

Comentários: Uma história inverosímil, acerca de um embuste que gira em torno da NSA, e de um seu alegado super-computador, capaz de descobrir códigos de cifra de mensagens encriptadas. Nesta trama, a NSA sofre uma chantagem feita por um indivíduo que aparentemente descobre uma cifra "mutante", que ilude o super-computador da NSA, impedindo-o de descobrir a mensagem cifrada. A dita chantagem consubstancia-se na ameaça deste indivíduo em divulgar a cifra ao mundo se a NSA não admitir publicamente que tem o tal super-computador. Uma narrativa com um interesse relativo, embora menos atractiva do que outros trabalhos de Dan Brown.

Classificação (escala de 1 a 5): 3